terça-feira, 25 de outubro de 2022

Brasil fica abaixo da média em ranking mundial que avalia a educação Indicadores de 2018 do Pisa


Brasil fica abaixo da média em ranking mundial que avalia a educação

Indicadores de 2018 do Pisa revelam que 43,2% dos alunos brasileiros obtiveram pontuação baixa em ciências, leitura e matemática

Confiram a matéria de Augusto Fernandes no link abaixo.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_educacaobasica/2019/12/03/interna-educacaobasica-2019,811078/brasil-fica-abaixo-da-media-em-ranking-mundial-que-avalia-a-educacao.shtml


terça-feira, 13 de setembro de 2022

Temas para o trabalho final

Podem escolher um dos temas relacionados abaixo para realizar o trabalho final da disciplina Educação Comparada. 

O tema deve ser analisado tomando dois contextos educacionais diferentes, por exemplo, se escolher o tema alfabetização, este poderá ser analisado tendo como referencias dois municípios, dois estados, dois países e etc.

Os temas são:

1. Alfabetização;

2. Abandono escolar; 

3. Formação de professores(as);

4. Avaliação dos(as) alunos(as); 

5. Família e Escola;

6. Educação para a cidadania;

7. Educação para a paz;

8. Educação étnico-racial;

9. Violência;

10. Inclusão;

11. Multiculturalismo.


segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Programa do Curso

Objetivos

O objetivo central desta disciplina é abordar, sob a perspectiva histórica, filosófica, sociológica, cultural, curricular, avaliativa, política e/ou administrativa, questões educacionais de âmbito nacional e internacional, redimensionando, pelo conhecimento e pela comparação, o seu significado e favorecendo uma melhor compreensão do contexto brasileiro na sua multiplicidade.

Conteúdos

1. Globalização e Educação.

2. Definição, fins e desenvolvimentos da educação comparada.

3. Visões e conceitos históricos da Educação Comparada.

4. O Método da Educação Comparada.

5. Como construir comparáveis.

6. Programas de avaliação no Brasil.

7. Programas de avaliação Internacional.

8. Educação comparada na Educação Infantil.

9. Educação comparada nas relações étnico raciais e de inclusão.

Métodos Utilizados

Aulas dialogadas, relatos de experiência, trabalhos em grupo.

Agosto

Dia 15 (Aula 1) – Apresentação do Curso Educação Comparada 

a) Apresentação da professora;

b) Apresentação dos alunos e das alunas;

c) Levantamento dos interesses sobre o que estudar na disciplina intitulada Educação Comparada.

Dia 23 (Aula 2) – Por uma outra globalização

Atividade 1 – Apresentação do Programa do Curso

Atividade 2 – Discussão do Tema Globalização e Educação documentário - https://www.youtube.com/watch?v=5Qwg8Y0SDDY

O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte. O cineasta conheceu Milton Santos em 1995, e desde então tinha planos para filmar o geógrafo. Os anos foram passando e, somente em 2001, Tendler realizou o que seria a última entrevista de Milton (que viria a morrer cinco meses depois). Baseado nesse primeiro ponto de partida o documentário procura explicar, ou até mesmo elucidar, essa tal Globalização da qual tanto ouvimos falar. 

O documentário percorre algumas trilhas desses caminhos apontados por Milton, vemos movimentos na Bolívia, na França, México e chegamos ao Brasil, na periferia de Brasília. 

Em Ceilândia, a câmera nos mostra pessoas dispostas a mudar as manchetes dos jornais que só falam da comunidade para retratar a violência local. Adirley Queiroz, ex-jogador de futebol, hoje cineasta, estudou os textos de Milton e procura novos caminhos para fugir do 'sistema' ou do Globaritarismo - termo criado por Milton Santos para designar a nova ordem mundial. 

Milton Almeida dos Santos (Brotas de Macaúbas, 3 de maio de 1926 - São Paulo, 24 de junho de 2001) foi um geógrafo brasileiro. Apesar de ter se graduado em direito, Milton destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970.

Atividade individual 1 - Elaborar três ideias interessantes do documentário

Bibliografia

a) DALE, Roger. Globalização e educação: demonstrando a existência de uma cultura educacional mundial comum ou localizando uma agenda globalmente estruturada para a educação? Educação, Sociedade & Culturas. Lisboa, 2001. N.16, p.133-160. 

Dia 30 (Aula 3) – O sentido da Educação Comparada

Bibliografia

a) FERREIRA, António Gomes. O sentido da Educação Comparada: Uma compreensão sobre a construção de uma identidade. Educação, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 124-138, maio/ago. 2008. revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/download/2764/2111

b) KAZAMIAS, Andreas M. Homens esquecidos, temas esquecidos: os temas histórico-filosófico-culturais e liberais humanistas em Educação Comparada. In: Cowen, Robert; Kazamias, Andreas M; Ulterhalter, Eliane (Orgs). Educação comparada: panorama internacional e perspectivas; v.1, p. 55-79, Brasília: UNESCO, CAPES, 2012. http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/educacao_comparada_panorama_internacional_e_perspectivas_volume_1/

Atividade individual 2 - elaborar três ideais interessantes

Setembro

Dia 6 – Semana da Pátria – Não haverá aulas

Dia 13 (Aula 4) – Educação & Comparação – Como construir comparáveis?

Bibliografia

a) DETIENNNE, M. Construir comparáveis. In: _____. Comparar o incomparável. São Paulo: Ideias e Letras, 2004, p. 45-68.

b) GVIRTZ, Silvina; VIDAL, Diana; BICCAS, Maurilane. As reformas educativas como objeto de pesquisa em história comparada da educação na Argentina e no Brasil. In.:VIDAL, Diana e ASCOLANI, Adrián (Orgs.). Reformas Educativas no Brasil e na Argentina: ensaios de história comparada da educação (1820-2000). Editora Cortez, 2009, p.13-42.

Atividade individual 3 - Três ideias interessantes

Dia 20 (Aula 5) –  Paralisação dos alunos

Dia 27 (Aula 6) –  Como construir Comparáveis e Reformas Educacionais Contemporâneas

1o. Momento - Discussão de "Como construir comparáveis"

2o. Momento - Reformas Educacionais Contemporâneas

Bibliografia

a) GARCIA, Maria Manuela Alves. Políticas educacionais contemporâneas: tecnologias, imaginários e regimes éticos.  Revista Brasileira de Educação v. 15 n. 45 set./dez. 2010.

https://www.scielo.br/j/rbedu/a/kZTK8sHPWFkvbpwTKfzZqRv/?format=pdf&lang=pt

b) Entrevista com Helena Bomeny, professora de Sociologia da UERJ. Parte 1 -  Reformas Educacionais - Programa complementar ao curso de Pedagogia Univesp / Unesp -  2008

https://www.youtube.com/watch?v=Vo93Oxf72zA&t=247s&ab_channel=UNIVESP

c) Entrevista com Helena Bomeny, professora de Sociologia da UERJ. Parte 2 – Reformas Educacionais - Programa complementar ao curso de Pedagogia Univesp / Unesp https://www.youtube.com/watch?v=b15Y5lHwpFQ&ab_channel=UNIVESP

d) Professor da USP Vitor Paro, faz críticas ao sistema educacional do Brasil Publicado pela primeira vez na internet em 14/08/2013 – TV Senado https://www.youtube.com/watch?v=JiE8Ais3EWI

e) MAUÉS, Olgaíses Cabral; JUNIOR, William Pessoa da Mota. O Banco Mundial e as Políticas Educacionais Brasileiras. Educação & Realidade. V. 39, n. 4, 2014 https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/40923

Atividade individual 4 - Três ideias interessantes

Outubro

Dia 04 (Aula 7) - Educação e Comparação

Bibliografia

a) FILHO, Lourenço Manoel. Educação Comparada. INEP, 2004. link:http://portal.inep.gov.br/documents/186968/484703/Educa%C3%A7%C3%A3o+comparada/ca5b1abe-127c-4e72-8c09-642fa836f3e8?version=1.3

b) AMARAL, Marcelo Parreira. Tendências, desafios e potenciais da educação internacional e comparada na atualidade. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos / Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. v. 96, n. 243, (maio/agosto). – Brasília, 2015, p. 259-281 http://rbep.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/viewFile/3769/222

Atividade 5 -  produção individual e coletiva sobre a comparação da educação de países do mundo na década de 1930.

Dia 11 (Aula 8) –  Análise do PISA e do Estudo Comparativo

Tema - PISA (Internacional) Programme for International Student Assessment Este programa visa avaliar a capacidade dos jovens de 15 anos no uso dos seus conhecimentos, de forma a enfrentarem os desafios da vida real, em vez de simplesmente avaliar o domínio que detêm sobre os conteúdos do seu currículo escolar específico.

Bibliografia

a) VILLANI, Maria Luisa; OLIVEIRA, Dalila Andrade. Avaliação Nacional e Internacional no Brasil: os vínculos entre o PISA e o IDEB. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 43, n. 4, p. 1343-1362, out./dez. 2018 https://www.scielo.br/j/edreal/a/7BLgKmGCDYCQtqQsgJwMnHD/?format=html&lang=pt

b) COSTA, Estela. AFONSO, Natercio. Os instrumentos de regulação baseados no conhecimento: o Caso do PROGRAMME FOR INTERNATIONAL STUDENT ASSESSMENT (PISA). Educação Sociedade, Campinas, vol. 30, n. 109, p. 1037-1055, set./dez. 2009 1037 Disponível em http://www.scielo.br/pdf/es/v30n109/v30n109a06.pdf

c) SOARES, Sergei Suarez Dillon. NASCIMENTO, Paulo A. Meyer M. Evolução do desempenho cognitivo do Brasil de 2000 a 2009 face aos demais países. Instituto de Pesquisas Aplicadas, Brasília, 2001. http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1641.pdf

d) Desafios da Educação: Andreas Schleicher - PISA: Programa Internacional de Avaliação de Alunos

https://www.youtube.com/watch?v=uKR_uM2g8kU&ab_channel=UNIVESP

Atividade individual  6 - elaborar três idéias interessantes

Dia 18 (Aula 09) – Dia de Paralisação

Dia 25 (Aula 10) - Análise de países que participam no PISA

a) Destino - Brasil

O Brasil entrou com o pé direito no século XXI para deixar de ser só uma promessa. Fortalecimento da moeda, queda da inflação, aumento das exportações viraram manchetes de jornais. Mas qual a relação entre este período de bons resultados na economia e melhorias efetivas em termos de educação? Como o líder econômico e político da América Latina pode virar também uma referência em educação? O Brasil ainda não passou no teste, mas se a transformação está a caminho, iremos mostrar os bons passos dados na direção certa. E a partir daí ajudar a entender melhor como cada um dos alunos brasileiros poderá ter uma educação realmente de qualidade. É fundamental trazer para o seminário os tipos diferenciados de escolas criadas pelos movimentos sociais e que foram assegurados pelas políticas públicas, exemplos: escolas indígenas, quilombola, MST, etc. 

https://www.youtube.com/watch?v=jp8ZVWU1gl8&ab_channel=CanalFutura

b) Avaliação nacional - Saeb - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica são avaliações para diagnóstico, em larga escala, desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). Têm o objetivo de avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro a partir de testes padronizados e questionários socioeconômicos. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=210&Itemid=324 Publicações - http://www.publicacoes.inep.gov.br/resultados.asp?cat=6&subcat=4

Atividade individual  7 - elaborar três idéias interessantes

Novembro

Dia 01 (Aula 11) –  Análise de países que participam no PISA

a) Destino - Chile

Uma estranha sensação de surpresa e confusão atinge o mundo da política educacional na América Latina. O Chile, país que por muitos anos vimos como o paladino do progresso educativo está hoje imerso em um debate profundo sobre o futuro de seu sistema educacional. A intensidade do debate no faz questionar se estivemos enganados em nossa admiração e se não estamos, subitamente, acordando para uma realidade muito mais negativa. Felizmente, não se trata de tal pesadelo. O sistema educativo chileno obteve conquistas muito importantes, muito maiores que as do resto de nosso continente. Por exemplo, hoje a maioria das crianças chilenas pode ter certeza de que vai concluir pelo menos 12 anos de educação, muito mais do que a média do restante da região. Na prova PISA 2012 da OCDE, os estudantes chilenos se destacaram entre os demais latino-americanos, conseguindo pontuações mais altas do que as de seus colegas dos outros sete países que participaram. Além disso, os resultados do Chile no PISA vêm melhorando desde 2000, principalmente até 2009. 

http://www.youtube.com/watch?v=qM3J3f6bU2U&feature=endscreen

b) Souza, Kellcia Resende; Scaff, Elisangela Alves da Silva; Kerbauy, Maria Teresa Miceli. Políticas e gestão educacional na América Latina. RIAEE– Revista  Ibero-Americana  de  Estudos  em Educação, Araraquara,  v.  14,  n.  Especial 3, p. 1613-1620, out.,  2019. https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/12751/8435

c)  Entrevista: Fabian Cabaluz. ‘Em todos os níveis se configurou um sistema educativo profundamente desigual, que produz segregação social e endividamento’. André Antunes - EPSJV/Fiocruz | 07/01/2020 13h18 - Atualizado em 01/07/2022 09h43

https://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/em-todos-os-niveis-se-configurou-um-sistema-educativo-profundamente-desigual-que

Atividade individual  8 - elaborar três ideias interessantes

Dia 08 (Aula 12) –  Análise de países que participam do PISA

a) Destino – Coreia

Primeiro o domínio japonês. E o povo superou o desafio. Depois da Segunda Guerra, os conflitos com o norte. Mais uma vez, a volta por cima. No início da década de 60, a Coréia era tão desenvolvida quanto o Afeganistão de hoje, segundo Andreas Schleicher. Se o assunto é superação, pulemos para 2010. Em apenas meio século, este mesmo país se torna um exemplo de desenvolvimento econômico e social. No último PISA, aparece com uma das melhores notas. Descobrir como a educação de qualidade se tornou uma marca da sociedade coreana é, sem dúvida, uma missão. E das mais interessantes. Descobrir o quanto podemos aprender e nos inspirar em uma cultura tão diferente é outro desafio. O programa terá como um dos protagonistas os alunos. Por meio do olhar deles, quem está em casa irá conhecer a rotina de 8 horas na escola, as tarefas de casa, a competição em sala de aula, a rigorosa disciplina e o uso da tecnologia como aliada no aprendizado. Nesse enredo, os professores muito respeitados, bem preparados e avaliados periodicamente também entram em cena, ao lado dos pais. E em especial das mães. Sim, elas têm papel importante na formação dos filhos e costumam visitar a escola de 4 a 5 vezes por ano. Para pagar o reforço escolar, fazem inclusive empréstimos. Tanta dedicação tem um preço alto. Chegam a admitir castigos físicos em sala de aula. Mas até onde se deve ir para melhorar o aprendizado? Será que a Coréia está formando adultos ricos e conscientes em conhecimento? Ou apenas profissionais qualificados e exportando mão de obra? Onde entra todo o humanismo de Confúcio nisso? https://www.youtube.com/watch?v=MCzggm56cKs&ab_channel=CanalFutura

a) Mendes, Ana Laura Rodrigues; Esther, Deborah Franco; Kim, Mee Sil; Molina, Selma Marquette. Coréia do Sul: comunidade e governo em prol do ensino de qualidade. Revista Pandora Brasil - Nº 41 Abril de 2012

http://revistapandorabrasil.com/revista_pandora/educacao_comparada/coreia_do_sul.pdf

b) Miltons, Michelle Merética. Educação e crescimento econômico na Coréia do Sul. 

http://www.economiaetecnologia.ufpr.br/XI_ANPEC-Sul/artigos_pdf/a2/ANPEC-Sul-A2-08-educacao_e_crescimento_e.pdf

c) Silva, Ana Roberta Ramos. A influência da educação no crescimento econômico de um país. uma análise comparativa entre Brasil, Chile e Coréia do Sul. TCC, Universidade Federal do Ceará.

https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/33430/1/2014_tcc_arrsilva.pdf

b) Destino - Xangai

Xangai até parece um país. Por lá vivem 20 milhões de pessoas. Os números também impressionam no PISA. Uma das províncias mais desenvolvidas da China levou a melhor nota na última avaliação. Com liberdade para inovar e adaptar as rígidas regras do governo, Xangai tem conseguido oferecer uma educação de qualidade excepcional para os seus alunos. Inclusive para os migrantes. E luta para fazer com que seus estudantes sejam cada vez mais formuladores, e não repetidores. Nesse episódio, vamos conhecer estudantes nota 10, pais exigentes, professores pra lá de qualificados. Por lá, a dedicação ao ensino é tão levada a sério que o Estado precisou criar leis e limitar as horas de estudo em casa. Tanto esforço tem bases históricas e culturais: vamos tentar entender o quanto a ênfase nos exames como mecanismo de ascensão social ao longo da história é um fato decisivo na prioridade das famílias à educação. Quem pensa que os professores aposentados querem distância das salas de aula, engana-se. Na nova etapa da vida, eles se tornam tutores. E isso faz tanta diferença quanto as melhores escolas se responsabilizarem pelas piores. Projetos inovadores como este se multiplicam. No lugar onde o mundo aprendeu a se orientar pela bússola, a valorizar a tradição, a cultura, vamos tentar aprender um pouco sobre a arte de transmitir conhecimentos. 

https://www.youtube.com/watch?v=eEurqaMidms&ab_channel=CanalFutura

a) Lingard, Bob. PISA: fundamentações para participar do acolhimento político. Educ. Soc., Campinas, v. 37, nº. 136, p.609-627, jul.-set., 2016

https://www.scielo.br/j/es/a/XTxs6gcLXHcPydCs39Q4wdQ/?format=pdf&lang=pt

Atividade individual  9 - elaborar três ideias interessantes

Dia 15 – (Aula 13) – Análise de países que participam do PISA

a) Destino - Finlândia

“Todos os nossos recursos naturais se resumem à madeira, água e muito frio. Essa é a nossa receita para [fazer] a melhor Educação no mundo”, brinca o finlandês Jarkko Wickstrom, diretor de Operações da Finland University na América Latina. “A brincadeira com os recursos naturais é só para ilustrar que não foi fácil também chegar onde chegamos. É preciso ter criatividade”, afirma. Reconhecida como modelo bem-sucedido de Educação pública – por quatro anos consecutivos, o país ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) – há um lado da Finlândia que é normalmente deixado de fora da conversa. Mas ele nos mostra que mesmo em cenários socioeconômicos conturbados, investimentos conscientes e políticas com continuidade podem fazer a diferença.” https://www.youtube.com/watch?v=Bj9ciijbMj8&t=1250s&ab_channel=CanalFutura

a) Bastos, Remo Moreira Brito. O surpreendente êxito do sistema educacional finlandês em um cenário global de educação mercantilizada. Revista Brasileira de Educação v. 22 n. 70 jul.-set. 2017

https://www.scielo.br/j/rbedu/a/R9MH5YDZt7Rh684MDxGBFBv/?format=pdf&lang=pt

b) Canadá

“A Educação inclusiva e a dificuldade para se tornar um profissional de sala de aula no Canadá. 

Na última década, o governo canadense vem concedendo aos estrangeiros com qualificação quase todos os direitos conquistados pelos canadenses, incluindo ensino de qualidade para seus filhos. Essa política foi adotada como forma de compensar a carência por profissionais especializados em função do envelhecimento da população e da baixa taxa de natalidade. Em um país com duas línguas oficiais e sem Ministério da Educação, pais de alunos estrangeiros falam sobre o sistema; especialistas discutem o impacto de uma política de educação descentralizada e falam sobre o monitoramento e nivelamento do desempenho das escolas, a cooperação entre elas e os métodos usados para incentivar aquelas com baixo rendimento. O público poderá ver também que se tornar professor no Canadá pode ser tão difícil quanto enfrentar seu inverno rigoroso, apesar de ganharem salários acima da média nacional.

https://www.youtube.com/watch?v=mqj2Uun2Kg8&t=65s&ab_channel=CanalFutura

a) Dinis, Nilson Fernandes. Educação e diversidade sexual: interfaces Brasil/Canadá.  Revista Educação e Cultura Contemporânea. Vol 9, n. 18. 

http://revistaadmmade.estacio.br/index.php/reeduc/article/view/267/5

Atividade individual  10 - elaborar três ideias interessantes

Dia 22 –  (Aula 14) - Análise do sistema educacional

a) Destino - EUA

O sistema de educação americano oferece uma grande variedade de escolhas para os estudantes internacionais. Há tal variedade de escolas, cursos e locais, que as escolhas podem confundir os estudantes, até mesmo os americanos. Ao começar a buscar uma escola, é importante se familiarizar com o sistema de educação americano. Entender o sistema o ajudará a definir melhor suas escolhas e elaborar um plano de educação. https://www.studyusa.com/pt/a/28/o-sistema-de-educao-americano

b) Entrevista - Reformas recentes na política educacional dos Estados Unidos - Theresa Adrião (FE-Unicamp) e Rolf Straubhaar (College of Education - University of Georgia) conversam sobre as reformas recentes da política educacional norte-americana. Rolf Straubhaar é pesquisador do Center for Latino Achievement and Success in Education (CLASE) do College of Education da University of Georgia. Entrevista realizada durante sua visita à Unicamp, em agosto de 2016, para ministrar o curso “Recent Reforms in Basic Education in the United States” a convite do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais (GREPPE).

https://www.youtube.com/watch?v=3o0XyrNjCg4&ab_channel=FaculdadedeEduca%C3%A7%C3%A3odaUnicamp

c) Filme – Waiting for Superman

Este filme do diretor Davis Guggenheim investiga o sistema de escolas públicas nos Estados Unidos, e revela as muitas maneiras em que a educação na América diminuiu. Em vez de depender em grande parte, estatísticas e opiniões de especialistas, Guggenheim concentra-se em cinco estudantes - Anthony, Bianca, Daisy, Emily e Francisco - retratando suas próprias lutas e triunfos individuais dentro de ambientes acadêmicos atormentado de problemas onde não existem soluções fáceis para a miríade questões que os afetam.  https://www.youtube.com/watch?v=vY2l2xfDBcE&ab_channel=TED

https://www.youtube.com/watch?v=ZKTfaro96dg

Atividade individual  11 - elaborar três ideias interessantes

Dia 29 - (Aula 15) –  Sistema de Avaliação Nacional - SAEB

Bibliografia

a) Soares, Talita Emidio Andrade; Soares, Denilson Junio Marques; Santos, Wagner dos. Sistema de avaliação da educação básica: revisão sistemática da literatura. Estudos Avaliação Educação. FCC, São Paulo, v. 32, 07839, 2021. https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/7839/4270

b) Ferrão, M. E.;Beltrão, K.L.; Fernandes, C.,Santos, D.; Suárez. M.. & Andrade, A. do C. (2001). O SAEB – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica: objetivos, características e contribuições na investigação da escola eficaz. Revista Brasileira de Estudos de População, 18(1|2), 111-130.https://rebep.org.br/revista/article/view/347/pdf_324

c) Políticas Educacionais, Estrutura e Organização da Educação Básica – Sistema de Avaliação. https://www.youtube.com/watch?v=67vNqaOJZcs

Atividade individual  12 - elaborar três atividades interessantes



II

Dezembro

Dia 06 - (Aula 16) - Educação comparada Educação infantil

a) HOLMO, Graziela Cristina de Oliveira. A educação infantil no Brasil: uma análise comparativa da Base Nacional Comum Curricular e das indicações para o currículo da infância na Itália. https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/193274/holmo_gco_me_mar.pdf?sequence=3&isAllowed=y

b) Ferreira Flávia Martinelli; Vasconcelos Rafaella Lira de; WIGGERS,  Ingrid Dittrich. Convite a histórias de viajantes: antropologia, educação comparada e pesquisas com crianças. Linhas Críticas. v27.2021.31301

https://periodicos.unb.br/index.php/linhascriticas/article/view/31301/28772

c) Entrega do trabalho final.


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Documentário: Crianças Invisíveis

Crianças Invisíveis

All the Invisible Children

Dirigido por Kátia Lund, Spike Lee, Emir Kusturica, John Woo, Mehdi Charef, Stefano Veneruso, Ridley Scott, Jordan Scott. Com: Francisco Anawake de Freitas, Vera Fernandes, Uros Milovanovic, Dragan Zurovac, Mihona Vasic, Daniele Vicorito, Emanuele Vicorito, Maria Grazia Cucinotta, Hana Rodson, Andre Royo, Rosie Perez, Hazelle Goodman, David Thewlis, Kelly Macdonald, Jordan Clarke, Jack Thompson, Adama Bila, Elisée Rouamba, Ahmed Ouedraogo, Zicun Zhao, Ruyi Qi, Bin Wang.

https://www.youtube.com/watch?v=T51eWnlV9DU&ab_channel=AndressaB.Moraes

É inevitável: praticamente todo filme composto por episódios acaba se revelando uma experiência irregular, alternando entre segmentos ótimos e péssimos. Entretanto, este não é um problema que Crianças Invisíveis enfrenta, já que, basicamente, todos os seus episódios são igualmente medíocres. Em um filme que traz verdadeiros desastres dirigidos por veteranos como Emir Kusturica e Spike Lee, o curta da brasileira Kátia Lund acaba se transformando em destaque não por ser particularmente bom, mas por ser superior aos seus fracos companheiros.




Concebido por produtores italianos e contando com o apoio da UNICEF (que, ao lado do Programa Mundial de Alimentação, será beneficiada com os rendimentos do filme), o projeto traz sete episódios dirigidos por cineastas de países diferentes e que se concentram, em sua maioria, na miséria que condena milhões de crianças ao sofrimento em todo o planeta (os únicos que fogem um pouco do tema são os curtas de Spike Lee e aquele co-dirigido por Ridley e sua filha Jordan Scott). Assim, é realmente uma pena constatar que uma empreitada com propósitos tão nobres tenha resultado em uma obra tão decepcionante do ponto de vista artístico.

O primeiro dos segmentos de Crianças Invisíveis, dirigido pelo argelino Mehdi Charef, é também um dos mais trágicos: ambientado em um país africano não identificado claramente, Tanza concentra-se na monstruosidade do envolvimento de crianças em guerras civis – e, para isso, apresenta o espectador ao pequeno personagem-título, cujos modos endurecidos não conseguem ocultar os resquícios de uma inocência já quase perdida. Contando com uma fotografia sufocante, Tanza jamais explicita qual é a “causa” pela qual aquelas crianças estão lutando, mas deixa o óbvio ainda mais óbvio: seja ela qual for, não há como justificar o envolvimento daqueles pequenos guerrilheiros.

A violência, aliás, é o tema principal de Jonathan, dirigido por Ridley e Jordan Scott, que traz um veterano fotógrafo, especialista em regiões em conflito, vivendo uma crise pessoal em função de todas as atrocidades que testemunhou ao longo de sua carreira (um personagem obviamente inspirado em Kevin Carter, que se matou em 1994). Mergulhando em suas próprias lembranças, o sujeito (vivido por David Thewlis) reflete sobre a brutalidade da guerra, contrastando sua infância com aquela das crianças que perderam as famílias em função de confrontos bélicos. Comprovando a influência maior de Ridley-pai na direção (o que é natural), o episódio abusa da câmera inquieta e, como não poderia deixar de ser, traz a marca registrada do cineasta: partículas (terra e fumaça) cruzando a tela. Pena que a falta de foco da narrativa torne o filme tão aborrecido e sem força dramática. 

Igualmente frustrante é o curta comandando por Emir Kusturica, Blue Gypsy, que, apesar de tentar fazer um comentário interessante sobre a falta de opções de crianças nascidas em lares disfuncionais, perde-se graças ao humor tipicamente pastelão do cineasta, que não consegue esconder algumas de suas velhas tendências. Assim, em meio às várias quedas, tapas e tropeções presentes no filme, o drama do garotinho levado ao crime pelo próprio pai se torna um detalhe secundário e sem maior importância, o que é lamentável.

E já que estamos falando de delinqüentes juvenis, o episódio Ciro, dirigido pelo co-produtor de Crianças Invisíveis, Stefano Veneruso, gira em torno justamente de um pequeno ladrão que, fruto de um lar desfeito, passeia por Nápoles à procura de novas vítimas – e quando ele rouba o relógio de um motorista desavisado, o filme abandona qualquer tentativa de analisar a situação a fim de se entregar a uma perseguição absurda envolvendo um cachorro determinado a capturar o garoto. Neste aspecto, Ciro até se revela divertido em função do absurdo do cenário, mas só. 

Em contrapartida, Bilu e João, realizado por Kátia Lund, consegue combinar o bom humor da inventividade de seus dois protagonistas a um comentário social sobre a situação miserável em que muitas de nossas crianças vivem. Obrigados a catar latas e papelão nas ruas a fim de conseguirem algum dinheiro, os pequenos heróis enfrentam uma série de obstáculos de maneira sempre prática, buscando saídas mesmo quando tudo parece irremediavelmente perdido. Dirigido com inteligência por Lund (há um plano repleto de significado no qual favela e cidade surgem justapostas), o curta é charmoso e conta com atuações inspiradas dos pequenos atores, mas jamais chega a funcionar como o fantástico Palace II, que a cineasta co-dirigiu com Fernando Meirelles em 2002. 

Porém, se comparado a Jesus Children of America, que marca a participação de Spike Lee no projeto, o esforço de Kátia Lund torna-se um pequeno clássico. Resultando no pior episódio de Crianças Invisíveis, o filme de Lee conta a história de uma jovem garota que, filha de pais viciados em heroína, descobre ter nascido HIV-positiva. Dirigindo o segmento com mão pesadíssima, o cineasta parece adotar uma visão do início da década de 90 para discutir os preconceitos sofridos pela menina: certamente há aspectos mais relevantes sobre a questão, atualmente, do que “esclarecer” que o vírus não é transmitido pelo suor ou pelo catarro dos indivíduos contaminados – conceitos absurdos que as várias campanhas educativas realizadas nos últimos 20 anos já conseguiram discutir com relativo sucesso. Por que, em vez disso, Lee não retrata as dificuldades enfrentadas por muitos pacientes carentes em conseguir acompanhamento médico e remédios (sim, mesmo nos Estados Unidos)? Além disso, o lar da protagonista é estável demais para um casal tão desequilibrado como aquele formado por seus pais.

E chegamos, assim, a Song Song & Pequena Gatinha, dirigido por John Woo – o único episódio que exibe uma sensibilidade compatível com um projeto como Crianças Invisíveis. Focando-se em duas garotinhas de idades semelhantes que vivem em esferas sociais completamente diferentes, o roteiro acompanha o cotidiano deplorável de uma menina que, numa referência clara a Chaplin, tem como família apenas um adorável velhinho que mendiga pelas redondezas. A partir daí, Woo transmite sua mensagem através de planos que, por simples justaposição, salientam as discrepâncias entre as duas crianças: enquanto uma tem vários brinquedos largados em seu quarto, por exemplo, Song Song (a doce Ziann Zhao) divide sua boneca com várias crianças igualmente carentes. Sim, o cineasta não abandona suas marcas registradas, como a infalível câmera lenta, mas esta é a graça de um projeto como este: permitir que testemunhemos os trabalhos de cineastas diferentes, com seus estilos característicos, abraçando temas semelhantes.

É triste, portanto, que nenhum deles tenha conseguido sair do lugar-comum ou da simples mediocridade.

31 de Março de 2006


EUA e Alemanha: dois modelos de educação

Jornal da Unicamp 

EXTO

FOTOS


Em 1959, James Conant, o renomado reitor de Harvard, publicou seu famoso estudo sobre o ensino médio americano - The American High School Today. Neste instigante livrinho, Conant sublinha que 1 em cada 3 americanos chega ao ensino superior, taxa bem mais alta do que a europeia.  Contudo, Conant estava longe de ser um provinciano. Conhecia a Alemanha, fora embaixador naquele país, nos anos 1950. Por isso, logo em seguida faz uma ressalva importante:
“Mas a grande maioria dos americanos não é estudante universitário no sentido europeu do termo — ou seja, estudantes que se preparam para uma profissão. Na verdade, a percentagem de jovens que se preparam para serem médicos, advogados, engenheiros, cientistas, estudiosos e professores de disciplinas acadêmicas é quase a mesma neste país como na Europa — uma porcentagem surpreendentemente pequena, aliás — algo como 6% de um grupo etário"
De fato, Conant estava indiretamente revelando que, nesses dois países, suas camadas superiores adotavam modos diferentes de defender seus nichos de prestígio e poder. Modos diferentes, com resultado final bastante similar no que diz respeito à seletividade.
Conant prefere o modo americano. Na Alemanha, diz Conant, os estudantes são classificados de modo demasiado precoce – já perto dos 12 anos são distribuídos em segmentos separados: o acadêmico e o vocacional. Isto ocorreria desde a escola elementar e média – e como direta decorrência das heranças familiares. Desse modo, diz ele, o sistema desperdiçava talentos, porque a seleção refletia critérios não meritocráticos, mas estamentais.  Alguns críticos de Conant dizem que o sistema americano desperdiça de outro modo – com a evasão. E cria mais baixa-estima, subvalorizando as ocupações não “superiores”.
De qualquer modo, Conant argumenta que a escola média “compreensiva”, uma invenção tipicamente americana, não incorria no vício da seleção precoce. Garimpava melhor, digamos.  No prefácio desse livro, John Gardner, presidente da Carnegie Corporation de New York, patrocinadora da obra, procurava explicar esse traço peculiar dos americanos:
"A escola média compreensiva é um fenômeno dos Estados Unidos. Chama-se compreensiva porque oferece, sob uma única administração e sob o mesmo teto, ensino secundário para quase todos os jovens de uma cidade ou bairro. Ela é responsável por educar o garoto que será um cientista atômico e a garota que quer casar aos 18 anos; o futuro capitão de um navio e o futuro capitão de indústria. É responsável por educar os brilhantes e as crianças não tão brilhantes, com diferentes ambições vocacionais e profissionais e com diversas motivações. É responsável, em suma, pela prestação de boa e adequada educação, acadêmica e profissional, para todos os jovens dentro de um ambiente e princípios democráticos que o povo americano preza " [Gardner, in Connan, 1959, pp. IX-X].

Conant minimiza a forte e clara diferenciação da high school americana – em que muitos são chamados e poucos são escolhidos. É curioso que, em outra parte do livro, Conant menciona o componente que é decisivo para produzir tal efeito, mas não vincula as duas coisas. Esse componente é a desigualdade no financiamento das escolas. O financiamento é predominantemente local, refletindo, assim, bem de perto, a renda média do distrito. Como são poucos os corretivos, através de alocações estaduais e da união, mesmo as escolas públicas são fortemente desiguais. Basta olhar para uma escola rente ao Central Park, na Rua 66 de Manhattan, e compará-la com uma escola do South Bronx, a 15 minutos de metrô e a uma enorme diferença na renda media anual (razão de 1 para 10!). Na mesma cidade, oito ou nove estações de metrô são quase uma fronteira de classe.

Em algum momento, a pressão pela democratização do acesso ao ensino superior – ele próprio visto como porta de acesso à democratização de outros benefícios – choca-se com as possibilidades de inclusão do sistema. Em alguns países, a seleção é forte nos andares iniciais da escola. Porém, quando e onde esta seleção precoce se fragiliza, parece restar uma solução preservadora da desigualdade, da hierarquia: a diferenciação no nível superior, em que se constrói a educação dos 5% dos “de cima” e a educação superior “para os filhos dos outros”. Alguns países fazem a filtragem em um momento, a educação elementar e secundária. É o caso da Alemanha. Outros a fazem no superior, com a hierarquização, criação de um ensino superior “tipo B”. É o caso da França e dos Estados Unidos.

O mesmo parece ocorrer com relação à formação profissional, mais estritamente, para a formação das profissões “médias”. A Alemanha as concentra no ensino médio e vocacional. EUA e França remetem esse problema para escolas superiores de “segunda linha”, construídas a partir das escolas secundárias – os Junior Colleges  americanos (depois Community Colleges) nascem praticamente dentro das high schools, no começo do século XX, aproveitando suas instalações, seus professores, seus estudantes. Na França, as STS (Sections de Technicien Supérieur)  fazem algo similar, escolhendo, em cada região, os liceus capazes de sustentar esse “segundo andar”, profissionalizante.

O caso americano é particularmente interessante, pela sua aparente promessa de “igualdade”. A escola média “compreensiva”, que não discrimina, hierarquiza ou seleciona é algo difícil, raro. É quase uma ideia reguladora, como o estado de natureza rosseuaneano – aquele que certamente não existe, talvez nunca tenha existido e provavelmente nunca existirá. É volátil, como certos elementos químicos que sobrevivem apenas em condições especiais de laboratório. Mesmo quando instituída e solidamente instalada no ideário de uma sociedade, como a americana, a escola média “compreensiva” logo é empurrada para uma diferenciação de fato. Um dos resultados do processo histórico de acomodação é a emergência de um setor de escolas médias privadas de elite. Um outro efeito (talvez complementar ao primeiro) é uma diferenciação no interior mesmo do sistema público, com escolas de distritos ricos e escolas de distritos pobres.  Essa segmentação é mais fácil quando financiamento e gestão são assim descentralizados e as politicas de uniformização ou nivelamento são débeis e têm pouco eco social.

https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/reginaldo-correa-de-moraes/eua-e-alemanha-dois-modelos-de-educacao

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Coréia do Sul: que país é este?

 

Globo Repórter 16/03/2018 Coreia do Sul: que país é este?

https://www.youtube.com/watch?v=-Iu_2hA3eiI

Coréia do Sul se torna referência no ranking de países com a melhor educação mundial. Entenda!



O país destinou 7,6 de seu PIB para a educação, um dos mais elevados investimentos governamentais do mundo.

Igor Ricardo
Foto: Reprodução/TV Vanguarda


Localizada no leste asiático, a Coréia do Sul é um exemplo de país lembrado por um projeto de 
educação que deu certo. O modelo de educação implantado na Coréia do Sul tem um dos mais 
elevados investimentos governamentais, com um PIB de 7,6 destinado a educação. 
A Coréia do Sul lidera o ranking de países com a melhor educação mundial, segundo o Programa 
Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), programa que avalia estudantes matriculados a partir do 
7° ano do ensino fundamental. Avalia três áreas do conhecimento: leitura, matemática e ciências. 
Um dos objetivos é detectar até que ponto os países estão preparando seus adolescentes para desafios 
futuros.

Entre os ingredientes para a receita de sucesso da Coréia do Sul estão às famílias dos alunos e o 
aumento de horas na escola. O fato da família está presente no âmbito escolar e participar das 
atividades na escola promovem um incentivo para o aluno. Um estudante coreano estuda cerca de 
10 horas e ainda complementam com atividades extraclasses. Outro fator que contribui visivelmente 
para o crescimento da educação na Coréia do Sul é a valorização do professor. "Professores são vistos 
pelas autoridades como cruciais para o projeto nacional e elas não costumam criticá-los publicamente, 
por exemplo. Eles também são extremamente capacitados mesmo antes de começar a ensinar", relata 
o professor Paul Morris, do Instituto de Educação da Universidade de Londres. O professor ressaltou 
ainda que o sistema de educação coreano estimula a competição entre os estudantes em busca de 
vagas nas melhores universidades do país.  "Geralmente, os pais veem na educação um meio vital 
para determinar as oportunidades nas vidas de seus filhos e os encorajam e pressionam a trabalhar duro"
ressalta Paul.

Sair do grupo de países mais pobres para se tornar uma referência em educação e uma das nações mais
avançadas tecnologicamente não foi fácil. Após ter sido devastado por varias guerras até a década de 70, 
o país ver na educação uma saída para se reerguer. Em 1980, a nova prioridade do governo era acabar 
com o analfabetismo e investir no ensino médio e técnico para a formação de profissionais que possam 
trabalhar em empresas de tecnologia de ponta. 

Educação: Brasil X Coréia do Sul

As diferencias entre a educação no Brasil e na Coréia do Sul são gritantes, enquanto a Coréia lidera o 
ranking do pisa o Brasil se encontra no penúltimo lugar da lista, as notas obtidas foram: 63º lugar em 
ciências, 59º em leitura e 66º em matemática. A evasão escolar, a desvalorização do professor, tanto 
no quesito salarial quanto na segurança, onde por vezes muitos são agredidos por alunos e a falta de 
investimentos nas escolas públicas são apenas alguns dos problemas que o Brasil enfrenta.  Diante disso, o que todos os países tiram como lição é um modelo de educação que deveria ser adotado há séculos para a 
construção e sucesso de uma nação.