terça-feira, 10 de novembro de 2020

Pisa: como o desempenho do Brasil no exame se compara ao de outros países da América Latina

 

Escola no Uruguai
Legenda da foto,

Muitos estudantes da América do Sul não conseguem realizar as tarefas mais básicas de leitura

A China passou a ocupar o lugar de Cingapura como o país com a melhor educação do mundo, segundos os dados divulgados nesta terça-feira (03/12) do Pisa, principal exame internacional em educação.

As primeiras posições do ranking nos quesitos matemática, leitura e ciências são dominadas por nações asiáticas, e a mais bem posicionada fora da Ásia é a Estônia, do Leste Europeu.

Mas qual foi o desempenho do Brasil e dos outros países da América Latina na prova realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)?

O ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, tinha um palpite há duas semanas: o Brasil ficaria "no último lugar da América do Sul". Mas ele errou. Em parte.

Todos os países latino-americanos avaliados obtiveram classificação inferior à média dos países da OCDE, o chamado "clube dos países mais ricos do mundo" — ao qual Chile e México pertencem, e o Brasil tenta.

O país mais bem colocado da América do Sul na categoria leitura é o Chile, em 43º do ranking geral, seguido de Uruguai e Costa Rica. O Brasil surge na 57ª posição.

gráfico do pisa 2018 ciência

Os alunos chilenos também lideram o grupo latino-americano em ciências (45º no ranking geral) e ficaram em segundo em matemática, segmento liderado pelo Uruguai no subcontinente (58º no ranking geral).

Os estudantes brasileiros, por outro, lado, "disputam" as últimas posições.

Em relação aos países sul-americanos que participaram do exame, o Brasil supera Colômbia, Argentina e Peru em leitura, só é melhor que a Argentina em matemática e empata em último lugar com Argentina e Peru em ciências.

prova pisa 2018 matemática

De modo geral, os estudantes brasileiros pontuaram 413 em leitura, 384 em matemática e 404 em ciências — respectivamente, três, cinco e dois pontos acima do exame anterior, realizado em 2015. O relatório da OCDE enxerga isso como mudanças pouco significativas estatisticamente e não necessariamente indicativas de uma tendência de alta.

Na média, os estudantes do Brasil tiveram pontuação simliar às de países como Brunei, Catar e Albânia.

Para Weintraub, a responsabilidade do resultado negativo do Brasil é "integralmente do PT", que segundo ele não tinha compromisso com o ensino. Ele disse que o governo de Jair Bolsonaro não tem nada a ver com esse resultado.

Na última década, o desempenho de alunos brasileiros em leitura, matemática e ciências teve discreta melhora, mas é considerado "estacionado" no período e ainda distante do salto de qualidade necessário para alcançar outros países de renda média ou alta.

Esta edição envolveu cerca de 600 mil estudantes de 79 países ou regiões (sejam eles membros da OCDE ou parceiros, como no caso do Brasil).

Problemas de leitura

Em sua edição de 2018, os testes do Pisa se concentraram especialmente na avaliação das habilidades de leitura — a medição ocorre por meio de um teste computadorizado de duas horas de duração sobre os três quesitos.

E, de acordo com a OCDE, os resultados sugerem que 1 em cada 4 estudantes nos 36 países-membros da organização não foi capaz de concluir as tarefas mais básicas de leitura, um problema ainda maior entre os países em desenvolvimento.

Além disso, a porcentagem de alunos com baixo desempenho também aumentou em relação a 2009, o último ano em que o PISA se concentrou na leitura.

gráfico do pisa 2018 leitura

Metade dos estudantes brasileiros alcançaram ao menos o nível básico de proficiência em leitura no Pisa, o que significa que eles conseguem identificar a ideia-chave de um texto.

E somente 2% dos jovens brasileiros alcançaram níveis altíssimos de compreensão em leitura, no qual são capazes de entender textos mais longos e ideias contraintuitivas ou abstratas.

Para a OCDE, os problemas de compreensão de leitura podem limitar as oportunidades das novas gerações "em um mundo digital cada vez mais volátil".

"Sem educação adequada, os jovens vão definhar na sociedade afora, sendo incapazes de enfrentar os desafios do futuro mundo do trabalho. A desigualdade continuará aumentando", afirmou o secretário-geral da organização, Angel Gurría, ao apresentar o relatório.https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50646695

Por que a educação soviética era uma das melhores do mundo?

 

Evguêni Khaldei/MAMM/russiainphoto.ru
modernização que fez de Moscou uma das duas superpotências mundiais. 
Reformas influenciaram todos os níveis de ensino, do jardim de infância ao superior.

Antes da Revolução de 1917, havia algumas poucas creches espalhadas por todo o 

Império Russo. A situação mudou drasticamente depois que os bolcheviques 

assumiram o poder e começaram a tornar realidade seus slogans sobre igualdade 

das mulheres e a defender sua participação ativa em todas as áreas da vida social. 

Também graças a isso foi desenvolvida uma rede de instalações para crianças em 

idade pré-escolar.

Lênin chamou as creches e os jardins de infância de “surtos do comunismo”. 

Segundo ele, as instalações poderiam “libertar as mulheres, reduzindo e 

eliminando sua desigualdade em relação aos homens, aumentando seu papel na 

produção e vida social”.

Desde meados dos anos 1920 foi criada uma rede de jardins de infância no campo 

e nas cidades. Em 1941, dois milhões de crianças soviéticas frequentavam creches 

e jardins de infância. Em 30 anos, esse número catapultou para 12 milhões.

Em 1959, o governo soviético introduziu um novo sistema que conectava creches e 

jardins de infância. Assim, o Estado cuidava das crianças desde os dois meses até os 

sete anos de idade, quando já poderia iniciar os estudos na escola.

Antes da Revolução Bolchevique, no final do século 21, 21% da população era 

analfabeta. Os soviéticos lançaram uma campanha chamada “Likbez” 

(Liquidação do Analfabetismo) e criaram uma rede de repartições por todo o país. 

O caminho se mostrou longo: em 1926, apenas um milhão de pessoas haviam sido 

alfabetizadas.

O avanço se deu mesmo em 1930, quando foi introduzido o ensino primário 

universal. Em 1939, cerca de 40 milhões de pessoas adquiriram habilidades básicas 

de leitura e, no início da década seguinte, o analfabetismo em massa já havia sido 

resolvido.

Ainda assim, as pessoas que viveram na época se lembram que, após o decreto sobre 

educação universal, era difícil para as escolas absorver todos os novatos. Os alunos 

tiveram que ser divididos em três turnos: os mais novos começavam as aulas às 8 da 

manhã e terminaram ao meio-dia. Depois vinha a vez de outro grupo de estudantes, 

e os mais velhos frequentavam as aulas entre 6 e 10 da noite, por vezes até as 11.

As primeiras décadas de existência da URSS foram um período de experimentos 

educacionais – entre os eles, o da história, que era ensinava em meio a outras 

ciências sociais. Foi somente em 1934 que a disciplina foi “reabilitada” e retornou 

às escolas.

A Grande Guerra Patriótica afetou severamente a infraestrutura educacional. 

Foram necessários anos para reparar os danos causados ​​pela invasão de Hitler. 

As autoridades fizeram um grande esforço para aumentar o nível do ensino médio. 

Passou-se a dar mais atenção aos alunos individualmente, e professores ganharam 

diversos benefícios.

Em meio à Guerra Fria e à corrida tecnológica, o Estado soviético passou a dar mais 

atenção às ciências exatas, especialmente matemática. No final da década de 1950 

surgiram escolas especiais de matemática, e ex-alunos desses institutos foram 

responsáveis pelas diversas conquistas do programa espacial soviético na época.

Além das escolas comuns, havia também na União Soviética uma rede de clubes 

especiais nos quais os alunos podiam assistir gratuitamente a aulas e estudar um 

grande número de matérias: de fotografia ao design aeronáutico.

Outro elemento inseparável da escola soviética são os pioneiros, a versão soviética 

dos escoteiros. Embora suas atividades tivessem certo ar ideológico, eles 

essencialmente se dedicavam a algum tipo de voluntariado: coleta de papel ou peças 

de metal usadas para reuso. Também ganhavam experiência na gestão das tarefas e 

no cuidado com idosos. 

A URSS dedicou ainda recursos extensivos ao desenvolvimento do ensino superior. 

Logo após a Revolução, os bolcheviques estabeleceram dezenas de novas 

universidades.

Nos anos 1930, surgiu mais uma leva de institutos de ensino, uma vez que o 

programa de industrialização em larga escala exigia novos especialistas. Mais tarde, 

a partir dos anos 1950, houve uma nova onda de criação de instituições e 

universidades. Já em 1975, havia quase cinco milhões de pessoas cursando ensino 

superior na União Soviética.

Alguns desses estudantes eram pessoas de países em desenvolvimento, amigos da 

URSS. Em 1960, as autoridades soviéticas fundaram a Universidade da Amizade 

dos Povos. O objetivo declarado dessa instituição era oferece uma oportunidade aos 

jovens, sobretudo os de origem não privilegiada, de locais como América Latina, 

Ásia e África.

Cursar ensino superior na URSS não significava apenas adquirir conhecimento, mas 

também fazer algum tipo de trabalho manual. Durante o verão, os estudantes 

formavam as chamadas brigadas estudantis de construção, que participaram de 

algumas obras importantes para a economia soviética. A ideia era proporcionar aos 

alunos uma ética laboral baseada justamente no respeito ao trabalho.

https://br.rbth.com/historia/82768-por-que-educacao-sovietica-melhores-mundo

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Documentário - Torre de Marfim: A crise da universidade Americana

 


O ensino superior nos Estados Unidos vale a pena sob uma perspectiva de seus custos? Diversas instituições são avaliadas: desde Harvard até universidades públicas em crise financeira. Os empréstismo feitos para estudantes passam de 1 trilhão de dólares no país. As universidades, seus custos, a importância e os interesses são questionados nesse documentário.

Ao invés de uma apologia das universidades americanas, o documentário Torre de Marfim trata dos problemas das universidades e dos estudantes universitários americanos. 

O filme mostra também as estratégias para superar esses problemas, desde marketing agressivo e promoção de festas até o uso massivo de tecnologia e experiências alternativas à universidade tradicional.


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Como Construir Comparáveis

 Atividade - assistir o documentário Vida e Obra de Frida Kalhlo

Uma mulher forte, decidida. Um ícone da pintura. Uma pintura ícone. O que você sabe sobre Frida Kahlo? Mundo.doc mostra A vida e a obra de Frida Kahlo, um passeio pela biografia e produção da artista mexicana. Produzido pela PBS, The life and times of Frida Kahlo é uma biografia íntima de uma mulher que graciosamente equilibra a vida privada de doença e dor contra uma pessoa pública que era extravagante, irreverente e de renome mundial. Kahlo foi uma testemunha ocular um emparelhamento único de revolução e renascimento que definiu a época em que ela viveu. Através do prisma da sua vida e da arte, o filme explora a cultura antiga do México, a Revolução Mexicana, o fogo do comunismo que queimou pela América Latina na década de 1920 e 30, os inovadores em pintura, fotografia, cinema, escrita e poesia que se reuniram na Cidade do México e o renascimento do interesse na cultura popular para o qual Kahlo tornou-se um símbolo. O inédito relato da extraordinária vida da artista mexicana Frida Kahlo apresentado sob a perspectiva das influências históricas e culturais que contribuíram para inspirar sua personalidade. Vida e obra de Frida Kahlo explora os aspectos peculiares desse ícone do século XX que se tornou uma das maiores sensações internacionais entre os amantes da arte moderna e os ativistas políticos radicais.


A partir do texto de Detiene, Como Construir Comparáveis, fazer pelo menos duas relações com o documentário da Frida Kalho.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Livro o Roubo da Historia de Jack Goody



Revista de Teoria da História Ano 3, Número 6, dez/2011 Universidade Federal de Goiás ISSN: 2175-5892 230 

Resenha 
HISTÓRIA: COMO PERCEBÊ-LA PARA COMPREENDERMOS O OUTRO? Alexandre Cursino de Oliveira